ZEZINHO

 

Zezinho era magrelo,

Parecia uma vareta,

Também era banguelo,

Tinha pernas de caneta.

 

As meninas o ignoravam,

Ninguém o convidava para brincar,

Nem o seu aniversário comemoravam,

Na classe se sentava no último lugar.

 

Todos os dias na hora do recreio

Enquanto os alunos se reuniam em grupinhos

Ele, por ser considerado muito feio,

Permanecia num canto do pátio sozinho.

 

Os anos se passaram rapidamente,

Vencendo desafios, ele se formou,

Tornou-se um profissional proeminente,

Era agora um respeitado professor.

 

Na faculdade de psicologia

Para que ninguém se sentisse discriminado

Exigia que a cada novo dia

Os alunos se sentassem lado a lado.

 

Eduardo de Paula Barreto