ZEZINHO
Zezinho era magrelo,
Parecia uma vareta,
Também era banguelo,
Tinha pernas de caneta.
As meninas o ignoravam,
Ninguém o convidava para brincar,
Nem o seu aniversário comemoravam,
Na classe se sentava no último lugar.
Todos os dias na hora do recreio
Enquanto os alunos se reuniam em grupinhos
Ele, por ser considerado muito feio,
Permanecia num canto do pátio sozinho.
Os anos se passaram rapidamente,
Vencendo desafios, ele se formou,
Tornou-se um profissional proeminente,
Era agora um respeitado professor.
Na faculdade de psicologia
Para que ninguém se sentisse discriminado
Exigia que a cada novo dia
Os alunos se sentassem lado a lado.