VULNERÁVEL
Carência à beira do absurdo
Vulnerabilidade à flor da pele
Descontrole emocional quase um surto
A um atrai a outro repele.
Palavras descompassadas
Que fluem a todo momento
As quais não são acompanhadas
Pela velocidade do pensamento.
Mudança brusca de opinião
Exigência reduzida a quase nada
Oferecimento gratuito de um coração
Pessoa que apenas quer ser amada.
O risco que corre o homem
Ao expor-se num momento de carência
É o de carregar remorso que consome
Quando voltar à sua consciência.
Portanto quando você estiver carente
Precisando de um amigo para lhe consolar
Cuide-se para não ser tão-somente
Um objeto com o qual irão brincar.
Eduardo de Paula Barreto