VÍTIMA
No satélite do teu olhar
Reflexo que me cega,
Brisa doce é o teu respirar,
A razão diz não, o coração se entrega.
És grilhão da escravidão
Para prender-me, sempre pronto,
Me buscas em minha escuridão,
Me açoitas indefeso no tronco.
Em meus ombros esfolados
Debruça-te calada,
Sentes quão é pesado o fardo,
Por tais feridas és culpada.
Só, enxergaria melhor a claridade.
Só, não sofreria minha carne.
Só, não conheceria a felicidade.
Só, não seria vítima do teu charme.