VISÃO INTERIOR

 

Os dedos são chaves

Que abrem a porta da prisão

E as letras imitando as aves

De voar se tornam capazes

E vão cumprir a sua missão.

 

Se unem em pequenos versos

Os quais se organizam em estrofes,

Fazem dos verbetes diversos

Rimas que mantêm o leitor submerso

Nas poesias, poemas, sonetos e odes.

 

  O leitor sente conforto

E até fica emocionado,

Os versos se transformam em porto

Enquanto a sua imaginação sem nenhum esforço

Veleja nas idéias do texto rimado.

 

  A emoção do leitor

Estimula novas poesias,

Pois o verdadeiro escritor

É aquele que usa a sua visão interior

Para tornar visível o que até então não se via.

 

Eduardo de Paula Barreto