VIOLETA

 

Largada num canto

A violeta aguarda pacientemente

Que o seu perfume e encanto

Algum admirador comente.

 

Mas os que entram não a notam,

Alguns a fazem de cinzeiro,

Ela então se lembra daqueles que brotam

Livres e acompanhados nos canteiros.

 

Onde cada planta tem o seu espectador

E por isso se sente bela,

É inspiração para versos de amor

E lindo adorno para a janela.

 

Mas por não ser dada como presente

Fazendo algum coração palpitar,

Tão deprimida ela se sente

E de tanto chorar se deixa secar.

 

Eduardo de Paula Barreto