VÉU

 

Senhor me permita dirigir-Te minhas palavras

Espero ser digno ao menos de ser ouvido

Na verdade não quero Te pedir nada

Apenas um pouco de Ti agora preciso.

 

Quando me encontro feliz e realizado

Penso que sou dono de mim

Mas de repente vem o inesperado

E me pergunto: Por que sofrer tanto assim?

 

Será que a lágrima surge devido ao pecado

E lavando o meu rosto me torno mais limpo

Ou será que mesmo estando encharcado

Por mais que eu sofra sempre serei indigno?

 

Não Te peço nenhuma riqueza

Só suplico que me tires da cadeira de réu

Permita-me ver com maior clareza

Aquilo que está escondido atrás do véu.

 

Eduardo de Paula Barreto