VERSOS ISENTOS

 

Não me tome por religioso

Com a intenção de arrebanhar

Aquele que desgostoso

Procura ansioso

Por alguém para lhe guiar.

 

Estes versos são a expressão

Da minha maneira de ver o mundo

Não são doutrina de religião

Nem pretendem ser explicação

Para os mistérios profundos.

 

Apenas procuro entender

De maneira independente

Os motivos do viver

Para assim poder ser

Um pouco mais contente.

 

A minha alegria torna-se infinita

Quando vão longe estes meus versos

E chegando aos ouvidos daquele que grita

Alivia a sua dor através da escrita

Assim a poesia torna-se instrumento do Universo.

 

Eduardo de Paula Barreto