VELHAS SURDAS
 
Um ano para os jovens faz diferença absurda
Mas nada representa para as velhas surdas
As quais parecem sempre as mesas
Mas os adolescentes
Viram adultos de repente
E reencontrá-los nos causa surpresa.
 
Quando mais velhos ficamos
Aos sábios nos assemelhamos
Por aprendermos a nos calar
Reparem como os jovens são falantes
Cheios de idéias mirabolantes
Peritos na arte de sonhar.
 
Na constante reciclagem da existência
Uns nascem outros morrem sem clemência
E assim segue a humanidade
E só nos resta alimentar a esperança
De que ao eliminarmos a ignorância
A sabedoria teremos onde aplicar.
 
Eduardo de Paula Barreto