VARINHA DE CONDÃO

 

O meu amor por você me consome,

Mas a cada dia em meu peito o restauro

E se ele fosse um animal sem nome,

Por ser algo assim enorme,

Com certeza seria um dinossauro.

 

O meu amor por você me encharca,

Quase me faz afogar,

Mas se ele fosse uma porção de água

Sua quantidade só poderia ser comparada

À imensidão do mar.

 

O meu amor por você é claridade

Que faz da minha retina um farol,

Mas se ele fosse uma luz de verdade

Devido à sua intensidade

Só poderia ser comparado ao Sol.

 

O meu amor por você é uma fantasia

Que provoca a mais intensa emoção,

Mas se ele fosse um espetáculo de magia

Ao invés das mãos hábeis seria

A própria varinha de condão.

 

Eduardo de Paula Barreto