Vá, pode ir,

Estarei aqui a lhe esperar,

Não vou me despedir,

Não gosto de chorar.

 

Vá, pode ir,

Os dias passarão,

Eu ficarei a me iludir

Pensando estar em seu coração.

 

Vá, pode ir,

Dou-lhe toda liberdade,

Prometo não me diluir

Em prantos de saudade.

 

Vá, pode ir,

Me acostumarei a ser só,

Não, não quero vê-la sentir

Por mim o sentimento chamado dó.

 

Vá, pode ir,

Mas lhe rogo uma praga,

Que o mesmo vento que a fez partir

Aos meus braços novamente a traga.

 

Eduardo de Paula Barreto