UM
PEQUENO BOTÃO
Sentado
no cume do monte
Vislumbrando
o horizonte
Vê
o Sol se pôr
Assim
que a noite chega
Em
seus trapos se aconchega
O
triste e velho viajor.
Havia
caminhado por cidades
Em
busca da felicidade
Que
não conseguiu encontrar
Cruzou
mares e continentes
Conviveu
com toda gente
Mas
sem encontrar um par.
Ouviu
sábios e profetas
Se
desfez de suas moedas
Para
se espiritualizar
Mas
sentiu-se indignado
Ao
ver que ficou despojado
De
tudo o que pôde ajuntar.
Foi
por buscar por grandes respostas
Que
colocou um alforje nas costas
E
decidiu caminhar sem destino
Mas
sempre alimentando a esperança
De
que em meio às suas andanças
Encontraria
para sua vida sentido.
Deixando
a civilização
Embrelhou-se
na vegetação
E
traçou uma meta ainda cedo
Decidiu
que escalaria a serra
Para
do alto ver a Terra
E
desvendar os seus segredos.
Estando
lá em cima
Em
meio às lágrimas cristalinas
Dormiu
sem completar sua missão
E
apesar da noite longa e fria
Ele
recuperou suas energias
Quando
o Sol enviou o seu clarão.
Ao
olhar para o seu lado
Viu
no meio do capim amassado
Um
botão de rosa se abrindo
Então
chegou à conclusão
De
que a sua limitada visão
Não
justificava viver fugindo.
Eduardo
de Paula Barreto
18/06/2009