UM COPO NO BALCÃO  
 
No bar casais dançando
Ao som de uma suave canção
E eu sozinho num canto
De longe admirando
Um botão de rosa num copo no balcão.
 
Sem ter um par para a dança
Sem ter ninguém para conversar
Fico alimentando a esperança
De ver o botãozinho criança
Em linda rosa se transformar.
 
A noite passa e eu entristecido
Por estar pela solidão envolvido
Me aproximo daquele copo d’água
E percebo as pétalas se abrindo
E assim vai-se esvaindo
A minha dolorosa mágoa.
 
Naquela noite todos se divertiram
E embriagados se despediram
Quando a noite chegou ao fim
Mas eu fiquei mais feliz do que todos
Porque dentro daquele copo
O botão desabrochou-se só para mim.
 
Eduardo de Paula Barreto
26/01/2010