UM ABRAÇO DE POETA  
 
Ó Universo ensina-me a alquimia da alma
Aquela que abranda e acalma
O recanto das emoções que existe em mim
Que floresça bondade em meu peito
E que então deste jeito
Eu seja um dos seus filamentos sem fim.
 
Que os versos que escrevo
Com os quais pensamentos descrevo
Ultrapassem os limites do corpo
E que como sementes de flores
Produzam perfumes e cores
Reanimando cada sentimento morto.
 
Que cada palavra rimada
Percorra invisíveis estradas
Atingindo os lugares mais ermos
E que desperte a atenção dos sofridos
Daqueles que buscam amigos
Mas que não conseguem obtê-los.
 
Que até o caminhante
Que segue tristonho e errante
Me permita seguir os seus passos
E que mesmo sendo um desconhecido
Ele sinta que por mim foi percebido
E receba os meus versos como um abraço.
 
Eduardo de Paula Barreto
19/09/09