ÚLTIMO MINUTO
Assim se passaram os anos,
Sem piedade o tempo marcas deixou
Numa história de certezas e enganos
O homem sorriu, mas também chorou.
Usufruiu o aconchego do abraço
E a dor no acenar de adeus,
Houve momentos em que se sentiu desgraçado
E outros em que sentiu-se nos braços de Deus.
Experimentou o sabor da conquista,
Mas também viu o seu castelo desmoronar,
Teve amigos a perder de vista
E sofreu só sem ter com quem contar.
Foi criança, jovem e adulto
Soube o que é envelhecer
E fitando o céu no seu último minuto
Encontrou forças para agradecer.
Eduardo de Paula Barreto