ÚLTIMA DESPEDIDA

 
 
Nos despedir de alguém
Que vai daqui para o além
Geralmente nos revolta
Porque ficamos acenando
E inutilmente esperamos
Receber um aceno de volta.
 
Dizemos adeus e nada ouvimos
Tocamos a mão e não sentimos
O aperto que nos conforta
Fechamos o féretro chorando
Pois o fazemos nos conformando
De que ele é a última porta.
 
Plantamos o féretro no chão
Com a esperança no coração
De que uma despedida existiu
Tentamos crer que nós simplesmente
Não conseguimos ver o nosso ente
Mas que ele com certeza nos viu.
 
Eduardo de Paula Barreto
26/01/2012