TRISTE PALHAÇO
O palhaço chorava
Enquanto seu rosto sorria
Cada lágrima que rolava
Na platéia despertava
Risos de grande alegria.
Ninguém imaginava
O que nele acontecia
Cada nova palhaçada
Mantinha eletrizada
A platéia que aplaudia.
Atrás da fantasia
Que lhe servia de escudo
Ele engolia a agonia
Que o dividia
Entre dois distintos mundos.
Num mundo ele era altruísta
Conduzindo o público em odisséias
No outro ele era realista
E via que longe de sua vista
Todos eram palhaços de outras platéias.
Eduardo de Paula Barreto
09/02/2011