TRANSLÚCIDO
Ah quem me dera ser puro
Com a pureza típica das crianças
Sem jamais ter que dizer — Eu juro
Simplesmente despertar confiança.
Ah quem me dera ser livre
Com a leveza do gavião
Sem jamais ouvir dizer: — Se prive
Poder amar sem nenhuma limitação.
Ah quem me dera ser sábio
Com o mais nobre dos conhecimentos
Poder proferir através dos meus lábios
Palavras que nutrissem tal qual alimento.
Ah quem me dera ser digno
Com alma sem mácula e translúcida
Olhar para o céu e ouvir: — Filho
Atenderei as suas súplicas.
Eduardo de Paula Barreto