TOQUE

 

Fecho os olhos lacrimejados

E assim tento reduzir

Os motivos que os mantêm molhados

E em meu pensamento posso te seguir.

 

Nesse momento sublime

Tu também pensas em mim,

Então o meu peito se comprime

E surge uma dor tão ruim.

 

Estico os braços e imagino

Que eles podem te envolver,

Mas ao menor barulho desanimo,

Abro os olhos e não consigo te ver.

 

A tua lembrança nutre a minha imaginação,

Traz alegria e me enche de conforto,

Mas quero que saibas que essas minhas mãos

Trocam toda emoção pelo toque do teu corpo.

 

Eduardo de Paula Barreto