TOLO
É tolo aquele que acredita
Que a vida só se justifica
Quando é campo de lazer.
É tola aquela menina bonita
Que fica aflita e grita
Quando se vê envelhecer.
É tolo o homem que se sente castigado
Ao ver-se desafortunado
Pensando Divinas punições merecer.
É tola a mulher que se flagela
Areando diariamente as panelas
Para um homem que não sabe agradecer.
É tolo o jovem sem experiência
Que age sem medir as conseqüências
E vive simplesmente por viver.
É tola a mocinha curiosa
Que age de maneira impetuosa
E troca o seu futuro por um momento de prazer.
É tolo aquele que imagina
Que não existe nada lá em cima
Além do que os olhos podem ver.
É tolo aquele que engana,
Pois a mentira é uma chama
Que em algum momento se faz perceber.
É tolo aquele que não é agradecido
Pelo período de vida vivido
No qual tanto pôde aprender
E assim é chamado de sábio
Aquele que usa os seus lábios
Para graças aos Céus render.
Eduardo de Paula Barreto