TEU COLO

  

No colo cativo me encontro,

Para o meu barco és ancoradouro.

Teus seios são correntes que me prendem ao tronco,

Teu respirar me faz dormir em conforto.

 

A mão que emana amor puro

Me embala, me faz cafuné.

Não sei se teu filho ou amante, eu juro,

Mas não posso deixar o teu ventre mulher.

 

Meus braços numa tentativa desesperada

Te cercam, não vais escapar.

Sei que a cama já está preparada,

Mas não quero sair deste sofá.

 

Nosso amor é puro, alimenta,

Nos faz felizes, seres privilegiados

E a cada noite ele me acalenta,

Mesmo que tuas lágrimas deixem o meu rosto molhado.

 

Eduardo de Paula Barreto