TEMPO BOM

  

Bolinhas de gude, carrinhos de madeira,

Pega-pega, esconde-esconde.

Pés descalços, roupas cobertas por sujeira,

Momentos da infância, permita-me que os conte.

 

Que raiva ter que acordar cedo

Para ir à escola todo santo dia!

Preferia passar o dia em meio aos brinquedos,

Mas isso minha mãe não permitia.

 

Mas as aulas sempre acabavam,

Que alegria poder voltar pra casa!

Lá meus amigos já me esperavam,

Era só almoçar e a bagunça começava.

 

O único momento importante era o presente,

Ausência de preocupações e o prazer de viver,

Mas que pena que o tempo transforme a gente,

Seria tão bom não ter precisado crescer!

 

Eduardo de Paula Barreto