TARDE DEMAIS

 

Me acostumei a estar só,

Confesso ter sido difícil.

Há algum tempo você teria sentido dó,

Foi tão duro quanto livrar-se de um vício.

 

Fiquei totalmente apático,

Foram dias que não vi passar.

Período diuturno dramático,

Falta de interesse pelo respirar.

 

Decidi que não me humilharia,

Que não imploraria o seu amor.

Foram momentos de intensa agonia,

Mas como tudo na vida isso também passou.

 

Agora independentemente do meu sofrimento,

Você quer me pedir perdão,

É tarde demais e com certo contentamento

Lhe digo bem alto: Não, não venha não!

 

Eduardo de Paula Barreto