SUSSURROS

 

Uma voz sem sons,

Imagem sem fisionomia,

Um sentimento tão bom

Que traz paz e alegria.

 

Quisera ampliar o momento,

Invadir o mundo elevado

E num abraço carinhoso, intenso,

Sentir novamente o ser amado.

 

Laços de amor uma vez criados

Quando alimentados se tornam tão fortes

Que mantêm para sempre ligados

Os que se amam, mesmo após a morte.

 

Um homem acorda chorando,

Pois ainda deitado pôde perceber

Seu sobrinho ausente ao seu ouvido falando:

– Tio, eu amo você.

  Eduardo de Paula Barreto

 

'Tive esta consoladora experiência com o meu sobrinho Diego nesta noite.

Ele desvendou os enormes mistérios aos 18 anos em 01/06/2005.

Sei que para o amor não existem fronteiras'.

 São Paulo, 16 de junho de 2005.