SUOR DE PLEBEU
Nos momentos de campanha
O suor do trabalhador é perfume, graxa não é sujeira.
O constante sorriso, pura artimanha,
Nas favelas sobem a pé as íngremes ladeiras.
Descem dos suntuosos carros, invadem a multidão,
Pegam crianças no colo, apertam todas as mãos.
Ouvem as queixas com muita atenção,
Se comprometem em encontrar para todas solução.
São mágicos poderosos capazes de resolver tudo,
Os leigos acreditam ter encontrado a saída.
Agora imaginam que terão um mais justo mundo,
Obterão a tão almejada qualidade de vida.
Então os eleitos ocupam os seus gabinetes,
Se referem aos demais como meros plebeus,
Se embebedam com o poder em seus palacetes,
Determinam destinos pensando ser o próprio Deus.