SUA PRESENÇA

 

A força do abandono

Me dispersa pelo ar,

Sem o verbo amar

Não sou o meu dono.

 

Até o ato de respirar

É faca no peito,

Condenação ao leito,

Saudade pode matar.

 

O resgate do sofrimento

É a sua imagem exposta,

Ao vê-la abrir a porta

Surge vida e arrebatamento.

 

O seu esperado abraçar

É cura para qualquer doença,

O poder da sua presença

Tal qual asas me faz voar.

 

Eduardo de Paula Barreto