SONO

 

Ah tão bom momento de sono,

Me esqueço de mim,

Me entrego ao abandono,

Não sou propriedade nem dono,

Não importa para onde vou nem de onde vim.

 

Todas as minhas aspirações

Descansam por um momento breve,

Se cantam não ouço as canções,

Se reclamam ignoro as reclamações,

Sou tranqüilo, distante do mundo e leve.

 

  Os sonhos, teatro no palco da mente,

Se posso optar opto por tê-los,

Então relaxo mais profundamente

E nas fantasias me vejo contente,

Mas repudio os pesadelos.

 

Abro os olhos e vejo

O Sol vem me acariciar,

Preguiçosamente bocejo

E emocionado lacrimejo,

Pois o que dá sentido ao sono é o acordar.

 

Eduardo de Paula Barreto