SOMOS MORTOS

 

Faça um esforço descomunal

E nos momentos de tristeza sorria

E você verá que no final

Passará o assustador vendaval

E lhe será oferecida como recompensa a alegria.

 

Não nascemos para ficar sorrindo o tempo inteiro

Mas para aprender como nos superar

Portanto somos como um canoeiro

Que mesmo quando envolto por nevoeiro

Continua remando até poder aportar.

 

Estamos todos mortos

Os que morreram é que estão vivos

Nossas covas são os nossos corpos

E apesar de todos os nossos esforços

Só e vivo aquele que à morte não é mais submetido.

 

É neste período de morte e escuridão

Que nos é dada a oportunidade

De obter evolução

Para que ao concluir a nossa missão

Tenhamos plenitude de vida na eternidade.

 

Eduardo de Paula Barreto