SOLIDÃO

  

Não importa o número de pessoas nem onde elas estão,

Podem estar num lugar fechado ou ainda pelo caminho,

Eu me encontro só mesmo em meio à multidão,

Mas em alguns momentos é necessário se estar sozinho.

 

Ando pelas ruas da cidade entre pessoas que vêm e que vão,

Não reparo seus rostos, eu passo por elas que me parecem insensíveis.

Elas esbarram em mim, mas não me tiram desta solidão,

Pois sentir-se só faz com que nos sintamos também invisíveis.

 

No meu quarto crio a minha realidade ideal

Onde existe paz, tranqüilidade e emoção,

Mas quando eu acordo dessa realidade virtual

Vejo que tudo o que restou foi apenas a solidão.

 

Dizem que ‘Antes só do que mal acompanhado’,

Eu não concordo com quem faz tal afirmação,

Por ser muito triste se sentir abandonado,

Às vezes é melhor uma má companhia do que a solidão.

 

Eduardo de Paula Barreto