SIRENE
Se não der para você ser a ambulância
Que transporta o amigo que de dor geme,
Demonstre que ele tem importância
E para reduzir a distância
Saia gritando feito uma sirene.
Mas se a sua voz ficar fraca
Depois de ter dado muitos gritos,
Sente-se na ambulância ao lado da maca
E durante o trajeto faça
Carinho nas mãos do sofrido amigo.
Quando ele chegar ao hospital
Seja a enfermeira que o recebe,
Dê-lhe atenção total,
Levante o seu moral
E impeça que ele se entregue.
Mas se o Universo decretar
Que é hora do seu amigo se despedir,
Durante o seu funeral passe a cantar
Canções que fazem a alma se elevar
Para que ele possa em paz partir.
Eduardo de Paula Barreto