SINAIS DE AMOR



Quem dera fosse enorme segredo
O aperto que sinto no peito,
Mas através dos meus olhos concedo
A chance de que vejam o meu medo
E a necessidade de ser aceito.

É tolice tentar esconder
O que se passa em meu coração,
Basta que se aproximem para ver
Cada uma das minhas veias a romper
Por causa da incontrolável pulsação.

Também é indisfarçável o tremor
Que me faz esconder as mãos,
Me afasto para não me expor,
Evito falar de amor
E finjo não sentir emoção.

É difícil ter que admitir
Que me sinto um eterno refém,
Não mais tentarei me oprimir,
Não me importa se vão rir,
Mas reconheço que amo alguém.

Eduardo de Paula Barreto