SIM
Quem me dera saber amar,
Dizer as palavras certas,
Abrir as portas e entrar
E saber mantê-las abertas.
Às vezes o seu silêncio me ensurdece
Aumentando a minha insegurança,
As palavras decoradas desaparecem,
Fogem de minha lembrança.
Temo qualquer tropeço
Que tire a beleza do nosso amor,
Mas sei que também não a convenço
Quando digo o que aprendi de cor.
Talvez deva usar o tato
Para me expressar
E com os meus lábios
Lhe acariciar.
Que o medo de lhe perder
Não me faça errar,
Que você queira me ouvir dizer
‘Sim’, estando juntos no altar.
Eduardo de Paula Barreto