SILHUETA
Ao pé do ouvido
Se faz juras de amor.
Na menina dos olhos coloridos
Tem-se um abrigo acolhedor.
Nos seios da face
Evidente rubor
E por mais que disfarce
Não se esconde o tremor.
Na cova do queixo
Na qual não se planta flor,
Semeia-se grão de beijo
E se belisca sem causar dor.
A boca do estômago
Que permanece calada,
Dá sorrisos afônicos
Quando é acariciada.
A barriga da perna
Com o peito do pé
Tornam ainda mais bela
A silhueta da mulher.