SHOPPING CENTER
Grifes famosas
Quiosques de sorvete
Pessoas com roupas novas
Desfilando vaidosas
Dentro do Shopping Center.
Frios seres que indiferentes
Nem sequer olham para mim
Às vezes parecem mais quentes
Mais sensíveis e mais gente
Os imóveis manequins.
Todos fingem atuar
No teatro mais sublime
E assim tentam despertar
A atenção como pop stars
Atraindo mais do que as vitrines.
Quando o dia acaba
Cada um vai para o seu
quarto
E ao terem as janelas
fechadas
Imaginam estar sendo
cerradas
As cortinas de um enorme
teatro.
Eduardo
de Paula Barreto
16/08/08