SEU CAFUNÉ
Esta palavra é feia, concordo,
Entre todas talvez seja a mais ralé,
Mas ela traz tanto conforto
Que eu daria o mundo todo
Por um pouquinho do seu cafuné.
Ela soa mal aos ouvidos
E irrita até,
Mas eu fico enlouquecido
Ao imaginar os seus dedos compridos
Me fazendo cafuné.
Eu penso tanto nessa palavra feia
Que nem durmo mais, passo as noites de pé
E aguardo até o Sol que clareia
Esperando que você venha
E me encha de cafuné.
Se eu não durmo surgem novas rimas,
Então acho melhor não tomar mais café
E para eu não escrever mais aquela palavra lá de cima
Venha correndo minha menina
E me faça dormir com o seu cafuné.
Eduardo de Paula Barreto