SEQUÓIA
Obscuridade não faz sentido,
Egoísmo encolhe a aura.
Materialismo, uma viagem sem destino,
São sete palmos, a prisão, eterna jaula.
Braços esticados com firmeza sustentam uma mão,
São súplicas por um simples e pequeno esforço.
Dedos cruzados, não força física, mas do coração,
Tiram aquele que caiu no profundo poço.
Uma cabeça que pende procurando apoio
Pode derrubar o corpo devido ao desequilíbrio,
Mas ao se dispor a cantar um belo arrolo,
Transforma-se em travesseiro o ombro de um amigo.
Não é a estatura que exibe a grandeza de um homem,
Apesar de serem as grandes árvores as que dão mais sombra,
Pois das pequenas vêm o alimento que o homem consome
E são muitos os mortos quando uma sequóia tomba.