SEQUÓIA

 

Obscuridade não faz sentido,

Egoísmo encolhe a aura.

Materialismo, uma viagem sem destino,

São sete palmos, a prisão, eterna jaula.

 

Braços esticados com firmeza sustentam uma mão,

São súplicas por um simples e pequeno esforço.

Dedos cruzados, não força física, mas do coração,

Tiram aquele que caiu no profundo poço.

 

Uma cabeça que pende procurando apoio

Pode derrubar o corpo devido ao desequilíbrio,

Mas ao se dispor a cantar um belo arrolo,

Transforma-se em travesseiro o ombro de um amigo.

 

Não é a estatura que exibe a grandeza de um homem,

Apesar de serem as grandes árvores as que dão mais sombra,

Pois das pequenas vêm o alimento que o homem consome

E são muitos os mortos quando uma sequóia tomba.

 

Eduardo de Paula Barreto