SEMPRE MENINOS
 
Jamais vi uma rosa
Arrancada de maneira impiedosa
Jogar espinhos em alguém
Porque elas são carinhosas
Mesmo com as mãos maldosas
Que as tratam com desdém.
 
O mínimo que devo oferecer
É aquilo que espero receber
Porque a vida se faz de intenções
Que determinam o meu estado
Ao colher o que foi plantado
A vida é um conjunto de reações.
 
Somos os espelhos que refletem
O tempo, mas que não o impedem
De seguir o seu destino
Nos deterioramos a cada ano
Nos tornando velhos humanos
E nossos espíritos continuam meninos.
 
Eduardo de Paula Barreto
22/04/2010