SEM ESPADA OU ESCUDO
Li o Velho Testamento
Acompanhei as constantes lutas
Vi os homens com o seu sofrimento
Rogando a Deus a todo momento
Que os livrasse das agruras.
Ouvi falar de um Senhor dos exércitos
Que seguia à frente dos soldados
E que não buscava por méritos
E que diante dos corpos gélidos
Demonstrava ter se importado.
Este Deus promovia a justiça
Trazendo nas mãos uma espada e um cajado
E caminhando por entre as carniças
Daqueles que morreram por cobiça
Dava a morte como punição pelos pecados.
Mas o meu Deus não carrega espada, cajado
nem escudo
É a essência da justiça baseada no amor
Não cultiva a ira e nem se vinga do mundo
Reina com o saber mais profundo
Pois o ódio é peculiaridade do pecador.
Eduardo de Paula Barreto