SEJA BEM-VINDO

 

Seja bem-vindo,

Não se acanhe, pode entrar,

Sei como está se sentindo,

Venha, me deixe lhe abrigar.

 

Tenho pouco a oferecer,

Carinho, amizade e amor,

No frio procurarei lhe aquecer,

No calor serei o seu frescor.

 

O ouvirei quando quiser falar,

Mas respeitarei a sua reclusão.

Lhe darei os braços quando desejar me abraçar

E quando decidir passear lhe darei a mão.

 

Serei paciente quando você estiver chato,

Me policiarei para não lhe incomodar,

Quando o vir faminto serei comida em seu prato

E quando com sede, um rio para lhe saciar.

 

Saia, pode ir, seja livre,

Mas sempre volte para este abrigo,

Saiba que aqui vive

Um eterno e verdadeiro amigo.

 

Eduardo de Paula Barreto