SEI LÁ, SEI NÃO
31/12/03
Não me pergunte, não espere uma resposta
O que eu falo, o que penso nem sempre é
coisa que se gosta
Tem certas coisas que parecem obscuras
As explicações que me dão as tornam ainda
mais escuras.
É tudo mistério está para nascer quem vai
explicar
De onde eu vim, para onde vou a própria
vida vai mostrar
Só me pertence o momento que respiro
Nada é meu nem mesmo o suor que transpiro.
A vida segue me sugando o que resta dos
meus dias
Mas generosa me oferece muito mais
sabedoria
Quando muito tempo tenho falta tanto a
aprender
Mas conforme o tempo passa já começo a
entender
Que a vida é planta que não pára de crescer
E que mesmo quando morta lança sementes
para reviver.
Eduardo de Paula Barreto