SEDENTO
Penso saber o que é melhor para mim,
Meus planos são traçados com clareza,
Tento vislumbrar o sucesso no fim
De cada estrada que construo na cabeça.
Mas há pedras que rolam
E caem sobre o meu caminho,
Às vezes amigos me apóiam,
Às vezes as retiro sozinho.
Quando prossigo sedento,
Com os lábios trincados,
Castigado pelo vento
Me sinto abandonado.
Mas é nos momentos de provação
Que o amor do Universo se apresenta,
Quando me faz mudar de direção
Me conduz a um oásis que me alimenta.
Eduardo de Paula Barreto