SATÉLITE MALICIOSO

 

Não me canso de falar de amor,

Este tema é tão gostoso.

É como o Sol, rico em esplendor

Ou como a Lua, satélite malicioso.

 

Força que aproxima,

Venda que cega os olhos,

Suave tapa que reanima,

Água com a qual me molho.

 

Doce com que me lambuzo,

Blusa que me aquece,

Orientação quando estou confuso,

Ladeira da qual só se desce.

 

O amor me mantém respirando,

Nutre os meus deliciosos devaneios,

Prefiro tê-lo ao viver me apaixonando,

Se não o tenho discorro sobre o alheio.

 

Eduardo de Paula Barreto