ROSA DESPETALADA

Este meu coração
Já foi pequeno botão
Que virou rosa perfumada
Agora sem emoção
Se sente jogado no chão
Como uma rosa despetalada.

Nem espinhos afiados
Restaram no caule quebrado
Para as pisadas inibir
Coração que morre conformado
E até mesmo os pés malvados
Não é capaz de ferir.

Tolo coração de um homem
Que gostaria de ter pólen
Para poder florescer
Cuja alma se consome
E como planta não dorme
Sonhando com o renascer.

Mas nunca mais como rosa
Porque apesar de formosa
Tem curto período de glória
Agora com alma esperançosa
Sonha ser árvore frondosa
Desta vez será sequóia.

Eduardo de Paula Barreto
03/09/2008