RINHAS DE GENTE
 
Proíbe-se rinhas de galo
Rinhas de cavalo
Bem como rinhas de cachorro
Mas a sociedade me surpreende
Aplaudindo as rinhas de gente
O bom senso pede socorro.
 
Considero artes marciais
Aquelas nas quais
Prevalece a habilidade de lutar
E não a violência desmedida
Que quase tira a vida
Dos lutadores de MMA.
 
O fato de os combatentes
Escolherem esta luta livremente
Por si só não reduz o absurdo
E se continuarmos aplaudindo
Logo estaremos assistindo
A homens lutando contra ursos.
 
Preocupo-me mais com os espectadores
Do que com os lutadores
Que ganham o pão dentro do ringue
Pois a platéia não quer ver destreza
Mas apenas alimentar a sua vileza
Torcendo para que muito sangue pingue.
 
Eduardo de Paula Barreto
17/01/2011