RELÓGIOS
Os relógios podem ser cuco
Carrilhão ou de pulso
De diferentes preços
Mas o tempo que os ponteiros
Mostram passar bem ligeiro
Para todos eles é o mesmo.
Os homens podem ser públicos
Bem-sucedidos ou estúpidos
De diferentes origens
Mas os relógios supracitados
Quando por Deus são parados
Todos a Ele se dirigem.
O mesmo Deus citado acima
Que os seus filhos aglutina
Quando dá fim às suas jornadas
É um Deus cuja essência
Está na invisível consciência
Certeza que não pode ser provada.
A dúvida da estrofe anterior
Nada deve mudar em nosso interior
E que como relógios demos passos certeiros
Porque quando a nossa máquina ruir
Talvez possamos com alegria descobrir
Que Deus é um eterno relojoeiro.
Eduardo de Paula Barreto
28/01/2012