RECONSTRUÇÃO

 
Com os meus versos tensos
Extravaso o que vai por dentro
Pouco explico, menos ainda concluo
Sou pedreiro, tijolo e argamassa
E conforme o tempo passa
A mim mesmo construo.
 
Me construo com meus métodos
Filtro o que ouvi por séculos
E determino o meu rumo
Uso a sensatez como régua
Não me apego às velhas regras
E uso a razão como prumo.
 
Bons princípios são a minha fundação
Por isso a chuva e o furacão
Não podem me fazer ruir
E mesmo se o Planeta for destruído
Eu farei um novo prédio ser erguido
Pois saberei como me reconstruir.
 
Eduardo de Paula Barreto
21/01/2012