RASCUNHO

 

As letras impressas sobre o papel

Ou grudadas na tela de um computador

Nos tornam alados e voamos para o céu

Deixando o corpo na Terra nos vemos de um plano superior.

 

Assim percebemos o quão somos pequenos

E que valorizar a mediocridade é luta em vão,

Pois ao cairmos do céu reconhecemos

Que pode ser branca ou preta, mas precisamos de uma mão.

 

Exercitar a grandeza em cada momento

Olhando ao redor com mais atenção

Percebemos que a vida é um testamento

Que escrevemos com nossa própria mão.

 

Não há como passá-la a limpo

Corrigindo-a com o meu próprio punho,

Pois deixo gravado tudo que faço, penso e sinto

E o tempo que passa não mudo, pois a vida não tem rascunho.

 

Eduardo de Paula Barreto