QUIMERAS E RAÍZES 
 
Quanto mais alto voo
E de longe meu canto ecoo
Mais diminuto pareço
Aos olhos daqueles que
Só podem de perto me ver
Quando lá do céu eu desço.
 
Quando me julgam pequenino
E ficam me olhando e rindo
Eu passo a me questionar:
Por que riem de mim
Por fundir-me ao céu sem fim
Se eles nem sabem voar?
 
Que riam não me importo
Quero apenas o conforto
De explorar minhas quimeras
E enquanto vivo emoções
Deixo pessoas feito plantações
Criando raízes na terra.
 
Eduardo de Paula Barreto
18/08/2010