QUE SAUDADE!

  

Ah, que saudade de você!

Há tanto tempo não lhe vejo,

Tenho tentado esconder

A intensidade do meu desejo.

 

Os rostos nas ruas me fazem lembrar

Da sua carinha diante da minha.

Até procuro me distrair e não pensar,

Mas como se sou espelho do castelo e você a rainha?

 

À noite conto carneirinhos,

Confesso ser um hábito enfadonho,

Mas só assim consigo me desligar um pouquinho,

Caso contrário você vem e invade o meu sonho.

 

Talvez eu consiga viver distante de você por muito tempo,

Mas o que me preocupa é essa roupa molhada,

Embora troque de camisa e gaste milhões em lenços,

Nada seca as lágrimas que vertem em enxurrada.

 

Eduardo de Paula Barreto