QUERO VER
 
Ajoelhar-se diante de um nobre é fácil
Quando dentro de um palácio
Pelos reis somos recebidos
Mas quero ver quem tem a grandeza
De ajoelhar-se diante da pequeneza
De um reles mendigo.
 
Receber aplausos dos espectadores
Exige pouco dos atores
E estimula a vida artística
Mas quero ver quem permanece
Determinado e do palco não desce
Depois de ouvir duras críticas.
 
Acreditar que tudo tem importância
É fácil durante a bonança
Em águas de tranqüilidade
Mas quero ver quem tem coragem
De manter a fé na viagem
Durante fortes tempestades.
 
Eduardo de Paula Barreto
08/11/2011