QUASE

  

Quase, quase, quem dera,

Por pouco tudo quase mudou,

Fantástico sonho, quimera,

Por um quase nada se alterou.

 

Desejo de felicidade, alegria,

Encontro do que se espera,

Por um quase não transformei fantasia

Naquilo que real prazer gera.

 

Quase desvendei mil segredos,

Se não fosse isso teria descoberto

A maneira de eliminar os medos

Para caminhar sem armadura, peito aberto.

 

Quase descobri o sentido da vida,

O motivo de cada uma das fases.

Por pouco não me tornei alma esclarecida,

Continuo néscio por total culpa do quase.

 

Eduardo de Paula Barreto